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DECEA apoia transporte de bolsas de sangue com drones em Juiz de Fora

publicado: 28/10/2019 20:19

 




Em atendimento a solicitação da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora (MG), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agropecuária (Sedeta), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) está apoiando a operação de transporte de bolsas de sangue utilizando drones, solicitada pelo Hospital Albert Sabin.

Entre os serviços oferecidos pelo hospital juiz-forano está a Agência Transfusional, que além de transfusões sanguíneas, realiza exames e faz pesquisa de anti-corpos irregulares, além de prova cruzada para analisar a compatibilidade do sangue com o receptor.

Dotada com o que há de mais moderno na área de hematologia, a Agência faz o acompanhamento da aplicação dos hemocomponentes, além do registro de todos os procedimentos para manter um estoque mínimo de sangue para emergências.

A doação de sangue não é obrigatória, mas um ato de solidariedade que pode salvar vidas. De acordo com o Diretor-Presidente do Hospital Albert Sabin, Doutor Célio Chagas, para cada bolsa utilizada durante uma transfusão são necessários dois doadores para reposição, por isso a importância da doação.

Segundo informações do Ministério da Saúde o sangue coletado, chamado de sangue total, é submetido a um processo de centrifugação para separação de seus principais componentes: hemácias, plaquetas e plasma.

Cada um destes elementos é utilizado para tratamentos específicos, as hemácias e plaquetas, por exemplo, são aproveitadas quase 100% em transfusões de sangue. O plasma, por estar sujeito a um número menor de indicações, é utilizado em apenas 30% dos casos. No entanto, os 70% restantes podem se transformar em medicamentos para pessoas com hemofilia, câncer, AIDS, cirrose hepática e outras doenças graves.

Os estudos para a operação de transporte de bolsas de sangue para o Hospital Albert Sabin começaram com um planejamento realizado pelas empresas Tá na Escuta e AMD Services, ambas localizadas em Juiz de Fora.

Após todas as orientações concedidas pelo DECEA, a viabilidade do projeto tornou-se uma realidade e, em breve, a população juiz-forana poderá contar com mais um aliado nos céus para contribuir com a saúde da população: os drones.

De acordo com o Chefe da Divisão de Coordenação e Controle, do Subdepartamento de Operações do DECEA, Coronel Aviador Jorge Humberto Vargas Rainho, a operação para transporte de bolsas de sangue vai ajudar a salvar vidas. Importante ressaltar que as ações de apoio do Departamento têm a finalidade de manter o nível de segurança no acesso ao espaço aéreo brasileiro.

“Os drones, quando bem utilizados, de forma responsável e coordenada, apresentam-se como uma ferramenta fantástica”, explicou o Coronel Vargas.

A ressalva feita pelo Diretor-Presidente do Hospital Albert Sabin, Dr Célio, é de que um transporte normal utilizando automóvel pode levar até três horas em horários de grande movimento no trânsito. Neste caso, a operação de drones facilitaria o deslocamento das bolsas de sangue, contribuindo para manter a integridade deste bem tão precioso a vida humana.

Autorização de Voo

Segundo o Artigo 106, do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA): “considera-se aeronave todo aparelho manobrável em voo, que possa sustentar-se e circular no espaço aéreo, mediante reações aerodinâmicas, apto a transportar pessoas ou coisas”.

Outra questão que deve ser observada pelo usuário de drones é que o espaço aéreo é finito e utilizado por diversos tipos de usuários – aeronaves comerciais, militares, ultraleves, paraquedistas –, cada qual com características específicas de operação.

A autorização para uso do espaço aéreo é concedida pelo DECEA através do Sistema SARPAS, desenvolvido para facilitar a solicitação de acesso ao  espaço para Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS). É importante que o usuário de drones saiba que esta coordenação deve existir em benefício da segurança operacional de todos.

Para conhecer mais sobre a legislação que trata o assunto acesse:
ICA 100-40 – Aeronaves Não Tripuladas e o Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro
AIC-N 17/18 – Aeronaves Remotamente Pilotadas para Uso Recreativo Aeromodelos
AIC-N 23/18  – Aeronaves Remotamente Pilotadas para Uso em Proveito dos Órgãos Ligados aos Governos Federal, Estadual ou Municipal
AIC-N 24/18  – Aeronaves Remotamente Pilotadas para Uso Exclusivo em Operações dos Órgãos de Segurança Pública, da Defesa Civil e de Fiscalização da Receita Federal

Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Texto: Gisele Bastos
Fotos: Luiz Eduardo Perez