Dos céus, ‘drones’ da FAB monitorarão o Rio 24 horas por dia

Sorria, você está sendo filmado. E nem adianta procurar pela câmera. Ela está voando, dentro de um avião sem piloto, a mais de três quilômetros de altura.

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Composição de imagens captadas a partir de uma RPA Hermes RQ-900

Parece ficção, mas não é. E é dessas lentes voadoras que os principais órgãos de segurança e defesa do País irão assistir aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. Um recurso singular que garantirá uma vigilância aérea ininterrupta de regiões estratégicas da cidade, estendendo o alcance de operação e a capacidade de monitoramento destes organismos a um nível extraordinário.

O 1º/12º Grupo de Aviação (Esquadrão Hórus) é a unidade da Força Aérea que dispõe destes robôs voadores, as chamadas Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPA – Remotely Piloted Aircraft); popularmente conhecidas como drones. Bem diferentes, porém, daqueles pequenos e populares quadricópteros que vem logo à cabeça quando falamos em drones, usados para fotografar a festa de casamento do seu vizinho. Os ‘drones’ da FAB são robustos, grandes, do tamanho de um monomotor. Podem voar a até 9 mil metros do solo – altitude de cruzeiro de uma companhia aérea comercial – e tem uma autonomia de voo ainda maior do que a de um Boeing ou Airbus comum.

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Aeronave Remotamente Pilotada Hermes RQ-450 do Esquadrão Hórus  – Foto: Luiz Perez

De fabricação israelense e uso exclusivamente militar, os sistemas de aeronaves remotamente pilotadas do Esquadrão Hórus (assim chamadas por constituírem-se não só de uma aeronave, mas também de uma estação de controle em solo e do enlace de dados) são consideradas de grande porte e dispõem de capacidades e pessoal habilitados para monitorar porções significativas de um território a partir de cameras de altíssima definição.

A capacidade de visualização dessas lentes embarcadas realmente surpreende. Há sensores de monitoramento, reconhecimento, vigilância aérea, Continue reading