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Simpósio encerra seu segundo dia de debates sobre Sistemas de Aeronaves não Tripuladas

publicado: 17/07/2019 16:43

 




No segundo dia do 1° Simpósio Regional sobre Sistema de Aeronaves não Tripuladas SIReSANT-, que acontece no auditório 14 BIS, nas dependências do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, o CINDACTA II, em Curitiba-PR, militares e civis palestraram sobre como o acesso seguro ao espaço aéreo brasileiro pode ser feito pela aviação não tripulada e sobre a integração desse tipo de aviação no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).



O Sargento Alex de Souza, encarregado da seção de instrução, do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Santa Maria (DTCEA-SM), abriu o Simpósio com a palestra sobre o tema: Desafios de operar em um aeródromo público e militar, e contou sua experiência em servir na cidade onde o Esquadrão Hórus, que opera aeronaves não tripuladas da Força Aérea Brasileira, se localiza.

“De acordo com a Instrução do Comando da Aeronáutica - ICA100-40, que trata sobre as Aeronaves não Tripuladas e o Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro, fica vetada a operação de uma aeronave não tripulada junto a uma aeronave tripulada. Isso, acarreta atraso nas operações do aeródromo em questão, o que fere a ICA 100-37, que fala sobre acelerar o tráfego e mantê-lo ordenado. Nós, que operamos nos aeródromos com esses dois tipos de operações, precisamos estar sempre atentos para melhor atender as necessidades, gerando o menor impacto possível nas operações” – disse o sargento.

Na segunda palestra do dia, o Tenente-Coronel Jacy Montenegro Magalhães Neto, Oficial de Ligação do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, do Instituto Militar De Engenharia – IME, abordou o Emprego da Aviação não Tripulada no Exército Brasileiro. Falou das categorias dos drones, das engenharias que são ministradas pelo IME e seus envolvimentos com as aeronaves não tripuladas. Apresentou os projetos executados pelo Instituto e as missões que participam usando essas aeronaves, entre outras abordagens.

O engenheiro Giovani Amianti, CEO da XMobots, discorreu sobre a Indústria da Aviação não Tripulada no Brasil. Mostrou em sua apresentação a evolução dos drones até os dias hoje. Abordou a questão da indústria e mercado nacional e internacional. Discursou sobre o futuro da tecnologia dos drones e destacou quais são os tipos de mercado e quais podem fomentar a indústria dessas aeronaves.

“O mercado militar e de segurança pública, hoje, não vislumbram crescimento para as indústrias; o mercado de mídia é dominado pelos chineses, pois possuem um produto de alta qualidade, com baixo preço e há uma pulverização do fornecimento;  já o mercado da engenharia é visto como a maior oportunidade de desenvolvimento das indústrias.” – declarou.

No período da tarde o tema foi o Acesso Seguro da Aviação não Tripulada ao Espaço Aéreo Brasileiro.

O Coronel Jorge Humberto Vargas Rainho, membro do RPASP da OACI, falou sobre o Sistema de Aeronaves não Tripuladas e o seu arcabouço regulatório (SARPAS). Enfatizou que as regras para o uso dos drones são claras e se forem cumpridas as operações serão seguras.

“Só podem usar drones os que tiverem suas aeronaves homologadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e cadastradas no Sistema de Aeronaves não Tripuladas (SISANT). Somente precisarão de autorização do DECEA os que pretendem voar em áreas que requerem autorização, e caso for um aerolevantamento há necessidade de ter autorização do Ministério da Defesa.” – afirmou o coronel.

Também explicou a questão dos perfis dos usuários e a necessidade de transmitir informação aos Steakholders do segmento. “Somos o oitavo país do mundo operando com drones em aeroportos, e as aeronaves não tripuladas podem ser vistas como ameaça ou necessidade. Temos quatro tipos de perfis, os que agem conforme o regulamento; os que, às vezes, não tem conhecimento de algo no regulamento; os que conhecem, mas burlam esse regulamento; e os que não querem nem ter conhecimento. Por termos, hoje, esses diversos públicos é que insistimos nas campanhas de conscientização.” – disse o coronel Vargas.

Fechando o dia de palestras o Capitão Dionísio Moreira, chefe da seção de tráfego aéreo do CINDACTA II, abordou a Análise de Acesso ao Espaço Aéreo, e o Major Leonardo Haberfeld Maia, chefe da divisão de operações do 1º Grupo De Comunicações e Controle (1º GCC), expôs as Possibilidades e Desafios à Inovação na Mobilidade Urbana, mostrando que o mundo tem estudado concepções operacionais para gerenciar o tráfego aéreo não tripulado, estudando os cenários urbanos e não urbanos..

Compartilhar conhecimento com os stakeholders da aviação não tripulada é o foco desse Simpósio que se encerra amanhã.

Para você que perdeu, ou que quer assistir as palestras de ontem e hoje e deseja acompanhar ao vivo o último dia do Simpósio, acesse o link: https://www.youtube.com/user/tvdecea.

 

Assessoria de Comunicação Social do DECEA
 
Reportagem: 1º Ten JOR Myrian Bucharles Aguiar
 
Fotos: Fabio Maciel