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O Mercado das Aeronaves não Tripuladas e sua atuação no Brasil foi tema do 1° dia do SIReSANT

publicado: 16/07/2019 22:18

 




Iniciou hoje, 16.07, o 1° Simpósio Regional sobre Sistema de Aeronaves não Tripuladas SIReSANT-, que acontece no auditório 14 bis, nas dependências do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, o CINDACTA II, em Curitiba-PR.



O objetivo do simpósio é reunir em um único ambiente, por recomendação da Organização Internacional de Aviação Civil (OACI) aos estados signatários, todos os envolvidos com o Sistema de Aeronaves não Tripuladas, para que seja realizado uma campanha educacional de conscientização da comunidade local.

Realizou a abertura do evento o Direito-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, que além de cumprimentar autoridades, palestrantes e participantes, falou sobre a importância de fazer e de participar de eventos como o SIReSANT.

“A aeronave não tripulada não é mais o futuro, já é uma realidade que vem nos pressionando cada vez mais. O drone já faz parte do nosso dia-a-dia, na saúde, agricultura e muito em breve no transporte de passageiros. A tecnologia evoluiu com uma velocidade estonteante! O mais importante nesse simpósio é superar algumas barreiras. Hoje é fácil de adquirir um drone, e por isso o mais importante é a educação. Nós não queremos proibir nada nesse campo que é revolucionário, mas nós queremos educar o usuário, para que ele saiba onde ele pode operar e quais são os impactos que o mal-uso pode trazer a sociedade.” - disse o Tenente-Brigadeiro Domingues.

Essa tecnologia usada como uma simples recreação, ou como uma ferramenta de trabalho, utiliza o espaço aéreo compartilhado com aeronaves civil, militares, experimentais, entre outras. Por isso, existe a necessidade de conscientizar a sociedade a respeito do uso dos drones e assim, fomentar este segmento tão promissor, sem, contudo, abrir mão da segurança.

“Somos incentivados a realizar esse tipo de campanha educacional. O DECEA, por meio dos seus Regionais, mais especificamente, do seu comitê RPAS, tem realizado essas campanhas. Em 2017, só na área do CINDACTA II, foram 34 participações em eventos de cunho educacional. O ganho operacional disso é muito grande, pois conseguimos manter a segurança do espaço aéreo, reduzindo  a falta de conhecimento por parte de quem opera. As campanhas educativas, além de conscientizarem os operadores, proporcionam aos Agentes de Segurança Publica a capacidade de reconhecerem a legalidade de uma operação evitando, desta forma, o uso irresponsável do espaço aéreo.” – relatou o Major Jorge Alexandre de Almeida Regis, coordenador do SiReSANT.

No dia de hoje, dois temas foram bastante discutidos. No período da manhã os palestrantes, Major Jorge, que além de coordenador do evento é Advisory Brasileiro do RPASP da OACI e o engenheiro Ailton José de Oliveira Júnior, especialista em Regulação, na ANAC, focaram suas apresentações em como entender o contexto da aviação não tripulada no Brasil - como tudo começou.

O Major Jorge abordou o envolvimento do Brasil com a aviação não tripulada. “Somos um Estado Signatário da OACI, hoje, em termos estratégicos, nós dominamos o assunto na América Latina. “O Brasil é muito atuante em relação as aeronaves não tripuladas, participando, por meio de seus representantes, ativamente das atividades do Painel gerenciado pela Organização. Por meio das reuniões do Comitê RPAS nacional, debatemos as melhores práticas realizadas no Brasil, bem como adaptamos a nossa realidade as ações realizadas ao redor do mundo, consolidando, desta forma, o arcabouço regulatório brasileiro”. – Afirmou o major.

O engenheiro Ailton abordou a regulamentação das aeronaves não tripuladas, usadas para recreação ou não, pela ANAC.

No período da tarde O mercado e seus desafios foi o foco das palestras. O coronel Mário Teixeira Lopes, Assessor Militar do Ministério da Defesa, abordou o aerolevantamento e sua utilização.

O Engenheiro Emerson Granemman, CEO da Mundo GEO, DRONESHOW, trouxe como tema a Perspectiva do mercado não tripulado. “O que a gente percebe entre a comunidade que atua na cadeia produtiva do setor (fabricantes, importadores, prestador de serviço), com a comunidade que demanda soluções. A gente acha que o Brasil está muito avançado em termos regulatórios. Só que agora há necessidade de haver uma comunicação, ainda mais forte, das entidades reguladoras e a comunidade por conta das novas demandas. Apesar da regulamentação ser nova, acho que já existe um espaço para discuti-la, por conta dos avanços tecnológicos, que vão permitir maior segurança. A preocupação sempre é a segurança!” – constatou Emerson.

E o Capitão David Câmara Simões, Piloto Remoto, do 1º do 12º Grupo de Aviação, Esquadrão Hórus, contou como é feito o emprego da aviação não tripulada na Força Aérea Brasileira (FAB). “Nossa história começa em 2004, mas foi em 2011 que começamos a operar em auxílio a segurança pública e depois disso nunca mais a aeronave não tripulada da FAB deixou de ser empregada. Atuamos na Copa das Confederações e do Mundo, em missões de vigilância em fronteiras, nas Olímpiadas 2016, na Intervenção Militar, entre outras autuações.” – falou o capitão Câmara.

O momento é de compartilhar conhecimento, trocar informações e sugestões sobre o tema. Amanhã, 17.07, você poderá acompanhar a transmissão ao vivo do segundo dia do 1° Simpósio Regional sobre Sistemas de Aeronaves não Tripuladas – SIReSANT, através do link: https://www.youtube.com/user/tvdecea.

 

Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Reportagem: 1º Ten JOR Myrian Bucharles Aguiar
Fotos: Fabio Maciel