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Drone Show 2019 mostra que operadores estão mais conscientes

Realizado de 25 a 27 de junho, o evento anual reuniu 82 expositores e 198 palestrantes no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.


publicado: 04/07/2019 11:24

 






Na oportunidade, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) divulgou o Sistema de Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARPAS) para pilotos de drones e empresários do setor e apresentou a novidade da proximidade da publicação do aplicativo oficial.

Segundo o site do evento, os setores de drone e geotecnologia movimentam juntos R$ 1,5 bilhão no mundo, com a geração de mais de 100 mil empregos. O Brasil possui mais de 100 mil aparelhos (35% para uso profissional) – 70 mil deles cadastrados na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

No SARPAS estão cadastros mais de 26 mil operadores e quase 19 mil aeronaves remotamente pilotadas (RPAs).

Além do DECEA, o Ministério da Defesa e a ANAC marcaram presença no evento, que reuniu cerca de quatro mil pessoas, conscientizando o público das regras estabelecidas para um voo seguro.

Os números desta edição do Drone Show, revelados pelo empresário Emerson Zanon Granemann, coordenador do evento, comprova o quanto está elevado o nível de conscientização dos proprietários e pilotos de drones sobre as regras. "Esse ano tivemos um crescimento forte em relação ao ano passado, quando tivemos 50 expositores. Esse ano foram 82. A programação de palestras envolveu 198 palestrantes, 240 horas de conteúdo, distribuídos em 40 atividades. É um crescimento visível", comentou Emerson.

A Feira mostrou, ainda, as aplicações da geoinformação para muitas atividades. Para isso foi criada pelos organizadores uma sequência de seminários e cursos que atingiu, tanto quem está iniciando na área como quem está iniciando e com sede de conhecimentos mais avançados.

As novidades

Além da do uso da tecnologia com uso de drones para o agronegócio e o mapeamento em geral, o DroneShow 2019 trouxe novidade com a participação de empresas que fazem monitoramento de oleodutos, gasodutos, fachadas, pontes, edifícios, e a parte de delivery com drones. "Estamos tendo discussões bem avançadas com as empresas que estão querendo fazer esse trabalho e com os demandantes, que são das áreas hospitalar, de alimentos e outros. Estamos conversando, também, com as entidades reguladores de uma maneira bem forte, mais até do que o ano passado", contou Emerson.

O DECEA, a ANAC e o Ministério da Defesa (que veio pela primeira vez ao DroneShow) atenderam à comunidade de droneiros nos três dias de evento. As áreas recentes de uso de drone em serviço, como delivery e inspeções em área ambiental, atraíram o público para a Feira. Os Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, assim como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) falaram das aplicações de tecnologias em suas áreas de atuação.

Este é o maior evento de drones e geotecnologia da América Latina, que reconheceu, a partir da escolha da comunidade, os melhores profissionais e instituições do setor através do Prêmio DroneShow e MundoGEO Connect. A empreendedora do ano no setor de drones foi a engenheira de recursos hídricos Janice Ferreira da Silveira, da empresa Vantum, que faz processamento de imagens geradas por drones, sediada em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Janice deu um depoimento sobre a atuação do DECEA nos seus negócios: "No estande conversei a respeito de uma operação em que era necessário à nossa empresa realizar e fui super bem atendida. O pessoal tirou todas as minhas dúvidas com relação ao uso do SARPAS e se mostrou muito receptivo também com as sugestões que eu fiz, para tentar contribuir para melhoria do sistema. É assim que funciona a receptividade do DECEA com o profissional que se aproxima e que está disposto a respeitar o regulamento. Depois do atendimento, ficaram todas as dúvidas sanadas e o atendimento está de parabéns, nota 10. Dentre todos os envolvidos no processo do uso de drones, temos diversos órgãos e o que está mais proativo e disposto a entender, a conversar, trocar ideias, tirar dúvidas e resolver os problemas dos operadores e processadores de serviços com drones, realmente o número um é o DECEA. É aquele que desde o começo fez a regulamentação e apresentou um sistema que melhora a cada dia" - elogiou a empresária.

As grandes novidades trazidas pelo DECEA para o evento foram as mudanças da legislação explicadas, as quais foram solicitadas pelos próprios operadores, e também a proximidade da publicação do aplicativo oficial, que vai fazer com que a solicitação de voos e ferramentas, que serão disponibilizadas pelos operadores, facilitem e flexibilizem bastante os tipos de operação que os droneiros precisam.

O Estande do DECEA

Além do Coronel Aviador Jorge Humberto Vargas Rainho e do Capitão Aviador Carlos Henrique Silva Santos, o 1º Sargento Runey Jeferson Pires e a 3º Sargento Ana Elisa, ambos controladores de tráfego aéreo da Divisão Operacional do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP) atenderam ao público no estande do DECEA e esclareceram as inúmeras dúvidas sobre legislação de drones.

O Sargento Roney confessou que nunca tinha visto um drone, mesmo trabalhando no comitê de análise em São Paulo. "Fiquei muito impressionado com tudo o que vi e atendi a muitos pilotos com dúvidas sobre as regulamentações. A experiência foi válida e gratificante, pois tive a oportunidade de adquirir muito mais conhecimento sobre o tema com o Coronel Vargas e o Capitão Santos" - declarou.

Para a Sargento Ana Elisa, o contato com o público externo foi de extrema importância para aumentar a interação e sanar as dúvidas do público, mantendo uma boa amostragem interativa com a finalidade de aprimorar o serviço e prover constantes melhorias de forma ainda mais ágil. "É ainda mais cativante observar a evolução dessas tecnologias disruptivas, que em breve prestarão serviços otimizados à população. Acompanhá-las, com um nível tão alto de proximidade, faz com que entendamos melhor os nossos usuários, de forma que façamos parte de um futuro altamente promissor. Tive a honra de conhecer o Coronel Vargas, um militar altamente comprometido com o assunto, um dos principais responsáveis pela inserção dos RPAs no espaço aéreo brasileiro de forma segura, um excelente instrutor que faz muito além de suas obrigações inerentes. Por isso digo que a nossa participação foi extremamente necessária e valiosa para todos os interessados" - elogiou a Sargento Ana Elisa.

Um dos visitantes do estande do DECEA, o fotógráfo Jacek Iwanicki, diretor da empresa Kino - que produz banco de imagens didáticas, projetos editoriais e vídeos - afirmou que o DECEA tem feito um grande trabalho de conscientização. "A forma didática como transmite a informação é extremamente necessária e esclarecedora para nós, os droneiros. O DECEA tem uma enorme responsabilidade na sua função de conscientizar a relevância da regulamentação do setor, que vem desenvolvendo de forma estupenda no Brasil e no mundo inteiro. O tal brinquedo que a gente chamava de 'drone' é hoje uma aeronave responsável. A quantidade de drones que está no mercado é muito grande e cresce a cada dia, o exemplo é esse evento, por isso temos que procurar elevar o nível dessa conscientização para a população de droneiros" - afirmou Jacek.

#DroneConsciente

O DECEA esteve presente, dentro da programação, no Seminário Segurança e Defesa, que reuniu os órgãos de segurança municipais, estaduais e federais para troca de experiências e mostrou resultados do uso dos drones e da tecnologia embarcada no combate ao crime, na busca e salvamento de pessoas, na orientação à comunidade das boas práticas das operações e na fiscalização em locais públicos.

No Seminário, foi apresentado o estágio atual da tecnologia de drones na Forças Armadas pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv). O DECEA foi representado pelo Coronel Vargas no painel "Ações de orientação e fiscalização dos órgãos de segurança pública e das agências reguladoras juntos aos operadores de drones".

O grande objetivo da presença do DECEA nesses eventos é ter a proximidade com os usuários, operadores e indústrias de drones. "Quando ouvimos o que os nossos clientes finais necessitam, o DECEA consegue prover o melhor serviço possível", destacou o Coronel Vargas.

Aqueles que desrespeitam as regras estão cada vez mais afastados, mais isolados. O perfil do operador de drone vem mudando e se tornando cada vez mais profissional, mais consciente. "Para o DECEA, isso é uma grande conquista, pois possibilita e nos traz a certeza de que, cada vez o acesso ao espaço aéreo pelas aeronaves não tripulas vai manter o nível de segurança que hoje é aplicado" - finalizou o Coronel Vargas.

 

Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Reportagem: Daisy Meireles
Fotos: Fábio Maciel