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Benefícios da A-CDM são debatidos em conferência internacional

publicado: 23/02/2017 17:07

 




O Departamento de Controle do Espaço Aéreo, por meio da Comissão de Estudos Relativos à Navegação Aérea Internacional (CERNAI), promoveu no último dia 22, no Hotel Windsor Excelsior - Copacabana, no Rio de Janeiro, uma conferência internacional sobre A-CDM (Airport Collaborative Decision Making/ Processo de Tomada de Decisão Colaborativa em Aeroportos).

O evento reuniu palestrantes que representaram importantes organizações internacionais envolvidas em processos de implementação e/ou execução do A-CDM, como o diretor-geral da Eurocontrol, Frank Brenner, o CEO do aeroporto de Munique-Franz Josef Strauss, Michael Kerkloh, o diretor de operações do aeroporto de Guarulhos, Miguel Dau, o vice-presidente de operações da Gol, Sergio Quito, o diretor da Atech, Delfim Ossamu, o diretor da Saipher, Luiz Tanaka, bem como o gerente do programa de implementação do A-CDM no Brasil, Marcos Abreu, e o diretor-geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino. O conceito A-CDM propõe um eficaz compartilhamento de dados entre os atores envolvidos na atividade aeroportuária e na gestão do fluxo de tráfegos aéreos. Viabiliza maior previsibilidade de eventos, otimização na utilização de recursos operacionais, melhor estruturação das áreas de pátio para movimentação das aeronaves, redução nas emissões de CO2 e nos ruídos das aeronaves, dentre outros benefícios.


Para o diretor-geral do DECEA, o Processo de Tomada de decisão Colaborativa em Aeroportos é a principal ferramenta empregada atualmente na busca de soluções integradas e inteligentes para a racionalização da movimentação de aeronaves em aeroportos. "Há muitas vantagens, especialmente no que tange ao incremento de eficiência com a implementação de programas habilitados para A-CDM (...) Qualquer esforço de ACDM envolverá inevitavelmente o compartilhamento de dados. Se os dados apropriados forem compartilhados de maneira a permitir meios de acessos diretos aos locais de interesse, o desempenho será certamente aprimorado. Além disso, o compartilhamento de dados A-CDM propiciará uma análise pós-operacional esclarecedora e o registro de tendências operacionais típicas e incomuns que permitirá um melhor planejamento e, por consequência, uma melhor previsibilidade operacional", afirmou o Brigadeiro. Desde de janeiro de 2013 no comando da Eurocontrol, Frank Brenner, diretor-geral da organização intergovernamental que reúne atualmente 41 estados-membros, não poupou elogios ao conceito A-CDM. Abordou os benefícios na execução do conceito em aeroportos europeus e enumerou resultados já quantificados de redução de custos, aumento de predictabilidade e agilização de procedimentos operacionais de pátio, especialmente no caso do Aeroporto Internacional de Londres - Heathrow. Segundo Mr. Brenner, 1/3 dos movimentos aéreos europeus já partem de aeroportos que adotaram o A-CDM. Fora da Europa, experiências de sucesso vêm ocorrendo nos aeroportos internacionais de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, de Auckland, na Nova Zelândia e no Aeroporto de Changi - Cingapura.


No Brasil, a implementação do A-CDM foi viabilizada a partir de um acordo assinado pelo DECEA e a Eurocontrol em outubro de 2015. Na ocasião, em meio à conferência internacional ATC Global - 2015, em Dubai, fora acordada a cooperação entre as duas organizações para a otimização do intercâmbio de informações e dados operacionais de voos entre América do Sul e Europa, sobretudo no que tange à colaboração para o gerenciamento de fluxos de tráfego aéreo (ATFM - Air Traffic Flow Management). De acordo com o gerente do programa A-CDM no Brasil, Marcos Abreu, a implementação do conceito no País se iniciará no Aeroporto internacional de Guarulhos/ São Paulo e, depois, seguirá para os aeroportos internacionais de Confins/ Belo Horizonte e do Galeão, no Rio de Janeiro. Para disponibilizar dados a seus parceiros, o DECEA desenvolverá, a médio prazo, uma plataforma de compartilhamento de informações referente aos fluxos e movimentações aeroportuárias, que, juntamente aos procedimentos definidos e acordados pelos parceiros, será a ferramenta destinada a consecução dos objetivos de A-CDM. A implementação do A-CDM no Brasil trará benefícios já consagrados mundialmente ao país, aprimorando a qualidade e predictabilidade dos dados sobre o qual muitas decisões de gerenciamento de tráfego aéreo e de movimentações em aeroportos são tomada, gerando mais eficiência operacional, redução de custos e uma condução mais sustentável da atividade.


Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Daniel Marinho - Jornalista
Fotos: Fábio Maciel e Luiz Perez