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Atuação do DECEA é reconhecida na inauguração da reforma da pista do Santos Dumont

Com investimento de R$ 9 milhões, as obras na pista principal do Santos Dumont tiveram início no dia 24 de agosto e foram concluídas no dia 20 de setembro.


publicado: 27/09/2019 16:49

 




A cerimônia de inauguração da reforma da pista de pouso e decolagem do aeroporto Santos Dumont aconteceu no dia 25 de setembro, às 17h, com participação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; do presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Tenente-Brigadeiro do Ar Hélio Paes de Barros Júnior; do secretário municipal de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno (representado o prefeito Marcelo Crivela); do secretário nacional de Aviação Civil substituto, Carlos Eduardo Resende Prado; do diretor da Agência Nacional de Aviação Civil, Ricardo Sérgio Maia Bezerra.

Na apresentação técnica da obra, o diretor de operações e serviços técnicos da Infraero, Brigadeiro do Ar André Luiz Fonseca, citou o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). "Foi uma parceria e tanto, pelo que agradeço imensamente ao DECEA, pois ombreou conosco na busca de soluções para que pudéssemos fazer essa obra em 28 dias sem fechar o aeroporto Santos Dumont" - disse o Brigadeiro Fonseca.

O DECEA esteve representado pelo Brigadeiro do Ar Maurício Ferreira Hupalo, chefe do Subdepartamento Técnico (SDTE) e pelo chefe da divisão de Operações do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), Tenente-Coronel Aviador Maurício Maia Ramos Neto.
"Foi uma obra de todos, a Infraero foi apenas o braço executor. Por isso, todos têm o meu profundo agradecimento", disse o Brigadeiro Fonseca, citanto a Anac, a Abear, o DECEA e outros parceiros.

Segundo o ministro dos Transportes, a sucesso da obra mostra o comprometimento, o esforço e a capacidade de planejamento da Infraero. "Tivemos uma execução bem-sucedida e bem planejada, inclusive, na escolha do período do ano para iniciar as obras. É o novo traço dessa gestão: seriedade e compromisso. As obras que começam, terminam e cumprem orçamento. Fico feliz com esse resultado como ministro e como brasileiro. A sociedade entendeu a necessidade da obra. Não houve interrupção da atividade do aeroporto durante a recuperação da pista e boa parte dos voos foram transferidos para o Galeão. Suportamos, ainda, a entrada de um novo operador na ponte aérea Rio x São Paulo".

A Infraero tem demonstrado competência, como declarou o Paes de Barros, que ressaltou que a Empresa tem cuidado de ativos que serão transferidos para a iniciativa privada em breve, demonstrando que estão prontos para receber outras missões.

"Há um mundo de oportunidades para essa empresa competente, pois há pessoas apaixonadas pelo que fazem", disse o ministro.

A obra
Segundo a Infraero, o investimento foi de R$ 9 milhões e as obras na pista principal do Santos Dumont tiveram início no dia 24 de agosto e foram concluídas no dia 20 de setembro. Os trabalhos garantem a continuidade das operações nas mesmas condições de segurança atuais, e de acordo com os requisitos regulatórios demandados pela ANAC, oferecendo melhora no contato entre os pneus das aeronaves com a pista molhada ou seca.


Os trabalhos foram concluídos dentro do prazo e executados em menos de um mês, com a restauração de toda a pista, que mede 1.323m x 42m. A última vez que a pista do aeroporto passou por manutenção semelhante foi em 2009. À época, o Santos Dumont seguiu operando normalmente, também por meio da pista auxiliar. A expectativa é de que a pista recuperada dure em torno de dez anos, até a necessidade de nova manutenção.

O fechamento da pista principal, entre agosto e setembro, foi necessário devido à complexidade da tecnologia aplicada ao pavimento: a camada porosa de atrito não permite emendas e, por isso, inviabiliza a realização dos trabalhos em períodos intercalados. As equipes de trabalho atuaram 24 horas, sete dias por semana, para recuperação das camadas estrutural e porosa de atrito. Enquanto a pista principal esteve em obras, a auxiliar recebeu adequações, ficando disponível para que as companhias aéreas pudessem manter suas operações, sem afetar de forma significativa o funcionamento do aeroporto.

O CGNA
As maiores contribuições do DECEA, por meio do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), foram ajustamento e dimensionamento do fluxo de tráfego aéreo para que o aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) atendesse à demanda de voos que saíram do Santos-Dumont.

Houve um planejamento e acordo com as empresas aéreas, a Infraero e a RioGaleão para que essa modificação de voos fosse executada da melhor maneira possível. "Durante a execução da obra, o CGNA continuou atuando na gestão do fluxo e do ajustamento de algumas variáveis. Como a companhia aérea Azul continuou operando no Santos-Dumont, houve ocasiões em que o CGNA teve que coordenar com o aeroporto do Galeão o recebimento de aeronaves da companhia, devido ao mau tempo" - declarou o chefe da divisão de operações do Centro.

A atuação do CGNA aconteceu em dois momentos. Inicialmente, no planejamento - quando agregou os stakholders em decisão colaborativa e durante a obra, quando trabalhou na manutenção do fluxo de tráfego aéreo sem impacto na aviação. "Os índices de atraso dos voos durante a obra foi mínimo, garantindo o gerenciamento de fluxo aéreo nesse período" - afirmou o Tenente-Coronel Maurício.

 

Reportagem: Daisy Meireles
Fotos: Luiz Eduardo Perez