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Grupo Especial de Inspeção em Voo

Afere e inspeciona os equipamentos de auxílio à navegação aérea do País, assegurando a operacionalidade da mesma.

Para gerir o espaço aéreo brasileiro com segurança e eficácia, o DECEA precisa manter aferidos e operando seus equipamentos de auxílios a navegação aérea, aproximação e pouso.

Dispondo de dez aviões-laboratório - quatro jatos Hawker EU93A de alta performance e seis turbo-hélices Bandeirante (além de um turbo-hélice Bandeirante cargueiro) - o GEIV homologa, inspeciona em voo e mantém aferidos todos os auxílios instalados no Brasil.

A aeronave-laboratório do GEIV é um avião aparentemente comum, só que em seu interior há um laboratório eletrônico de alta precisão. Sua tripulação é composta por profissionais de alta qualificação, com curso específico e treinamento adequado ao exercício dessa atividade.

O GEIV voa todo ano, praticamente todos os dias, inspecionando periodicamente equipamentos de comunicação, de trajetória de aproximação visual (VASIS/AVASIS), de trajetória de aproximação de precisão (PAPIS), de recalada (VHF-DF), omnidirecionais em VHF (VOR), medidores de distância (DME), além de aferir sistemas de pouso por instrumentos (ILS), sistemas de luzes de aproximação (ALS), radiofaróis não direcionais (NDB), radares (primário e secundário) e radares de aproximação de precisão (PAR), perfazendo um total de aproximadamente 900 equipamentos de auxílio à navegação aérea em todo território nacional. Cada um desses 900 equipamentos deve ser aferido, no mínimo, a cada dois meses e, no máximo, a cada seis.

A unidade também realiza inspeções em voo, eventualmente, em outros países da América do Sul, por meio de contratos firmados internacionalmente.

Atualmente devido à crescente incidência de interferências nas faixas de frequência dos serviços aeronáuticos, provocada por diversas fontes - indústrias, rádios comunitárias, dentre outras - a unidade também se volta para a monitoração, identificação e localização dessas interferências nas faixas de frequência utilizadas pela aviação brasileira.

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A atividade de inspeção em voo deu os seus primeiros passos, no Brasil, após a assinatura do Projeto CONTRAF em 1956. Uma aeronave-laboratório, o beechcraft de matrícula N-74, prestaria serviços ao Brasil, com a finalidade específica de realizar as inspeções em voo dos primeiros auxílios à navegação e à aproximação, VOR (VHF Omni Range) e ILS (Instrument Landing System), a serem instalados.

No ano de 1958, formou-se a primeira tripulação operacional de inspeção em voo no País, quando foi adquirido o primeiro avião-laboratório de matrícula nacional, o EC-47 2065 e um laboratório de aferição e calibragem. A primeira inspeção em voo em nosso território, com aeronave e tripulação brasileiras, foi realizada em 21 de fevereiro de 1959, com o intuito de verificar a adequação do sítio de Itaipuaçu para instalação de um VOR.

A partir de então, o número de inspeções em voo aumentou gradativamente e cada vez mais se fazia necessário um setor que planejasse e interpretasse a análise dos resultados obtidos durante as missões executadas. Em 1960, foi criada a Seção de Registro e Controle de voo, dentro da composição da Diretoria de Rotas Aéreas (DR) - antigo DECEA. Onze anos mais tarde, com a extinção da DR, organização dos serviços passou à subordinação direta do Comando de Apoio Militar (COMAM).

Em maio de 1972, O Grupo Especial de Inspeção em voo (GEIV) era criado através do Decreto nº 71.261, ativado pela portaria R-003/ GM3, de 17 de abril de 1973.

Atualmente o GEIV é uma organização do Comando da Aeronáutica, subordinada ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Ainda que sua base operacional esteja no Rio de Janeiro, pode-se dizer que o GEIV está presente em todo o País. Dada a sua vasta mobilidade no território brasileiro, o órgão é conhecido como "os olhos e os ouvidos do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro”.

Por desempenhar essa atividade ímpar para uma Unidade Aérea da FAB, muitas vezes o GEIV teve de criar suas próprias ferramentas de trabalho, atualizar projetos de sistemas e gerar soluções técnicas que fugiam do escopo do trabalho rotineiro de uma Unidade Aérea comum. O órgão também tem uma estrutura organizacional um pouco diferente das demais Unidades Aéreas da FAB, devido às peculiaridades de seus objetivos. Sua constituição divide-se em:

  • Comando
  • Seção de Comando
  • Seção de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos
  • Seção de Tecnologia da Informação
  • Seção de Medicina da Aviação
  • S1 – Seção de Pessoal
  • S2 – Seção de Inteligência
  • S3 – Seção de Operações
  • S4 – Seção de Material
  • S5 – Seção de Aferição de Equipamentos Especiais (SAEE)
  • S6 – Seção de Inspeção em voo (SINV)

Desenvolvido pela Assessoria de Comunicação/DECEA
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